quarta-feira, 18 de junho de 2014

18 de junho de 2014-Aniversário de Maria Bethânia.Por Clevane Pessoa

Re-Niver-sa-Ri-ando

Nas muitas Marias Bethânia 
Uma só Maria.
Uma só Bethânia.
Seis décadas de existir para estar.
mais oito, infinita/mente
nascida para cantar...
nascida para dizer.
E ser.

ClevanePessoa.
Nos 68 anos da cantora e intérprete.


><><

A Maria Bethania

68 anos de idade etária de Maria Bethânia.
A idade do espírito:muito antiga!
A idade da alma, muito renovável.
A idade do olhar;sempre novo.
A idade da voz:flexível.
Pássara de palha e de cristal!
Clevane Pessoa.

https://www.youtube.com/watch?v=ZZA__cQquyc
















Desenho de José Daviue uso para ilustrar o conceito de "pássara" em meu poema.
Clevan ePessoa.

Maria Bethânia - Fera Ferida





A Maria Bethania


68 anos de idade etária de Maria Bethânia.
A idade do espírito:muito antiga!
A idade da alma, muito renovável.
A idade do olhar;sempre novo.
A idade da voz:flexível.
Pássara de palha e de cristal!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Erotíssima por Clevane Pessoa

Erotíssima por Clevane Pessoa



  1. Pluralidades - Erotíssima por Clevane Pessoa - Lecy

    lecy.blogtok.com/blog/18271/
    Erotíssima por Clevane Pessoa. 18Ago2009 00:00:00. Publicado por: lecysousa@gmail.com. http://erotissima.blogspot.com. Partilhar: ...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Clevane Pessoa-Uma flor Lírica das Montanhas-Helenice Reis Rocha

Fotos:Entrevisto Helenice Reis, em sua casa,para o projeto POIETISA e depois Llobus a entrevista.Fui clicada por Marco LLobu, poeta, fotógrafo e presidente da Rede Cultural Catitu, de belo Horizonte e ele por mim...

A mestra em Letras Helenice Reis(*), uma das selecionadas para fazerem parte do livro-album POIETISAS,comete uma delicadeza em seu interesse de analisar meu estilo,a partir de poemas meus publicados no volume I da antologia "Poetas del Mundo em Poesias": escreve e envia-me um ensaio onde pretende analisar meu lirismo.Estes poemas,todavia, são bem antigos e não refletem minha verve atual.No entanto, enquanto psicpologa, pareceu-me interessante ler essa incursão pelo meu inconconsciente ali projetado e as analogia feitas pel auto.Agradeço a Helenice, ela própria poeta , artista plástica e também musicista, tanto interesse or minha pessoa.Neste ano que finda, para minha agravável surpresa, também recebi dela uma composição musical a que denomina "Clevaneios", título por certo calcado em Devaneios.
O poema "Perplexidades" saiu no cito livro, com o título do segundo , escrito em espanhol, (A Menudo), como se fosse seu último verso, que , na verdade é apenas a pergunta "para Que Guerrear"-por isso retirei-o ("A Menudo", deste, o primeiro versos "La Semilllas del Sueño", tem "Las Semillas", qual um título)

Ensaio de Helenice Rocha Reis (*):

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Clevane,Uma Flor Lírica nas Montanhas


"Pensando na obra de arte,e muito em especial na poesia como uma forma de existir não apropriável pelas lógicas de mundo capitalista em face da sua impossível reprodutibilidade,debruço-me aqui sobre a lírica de uma jovem poetisa atuante em Belo Horizonte,Clevane Pessoa,no sentido de pensar esta difícil relação entre poesia,história e cultura.Pensemos na Lírica como algo da poesia que subsiste como indefinível perfume que não poderíamos sentir nas farmácias,nas lojas,ou mesmo nas ruas.Vamos supor aquela parcela residual da linguagem que aponta para o resgate dos sentidos que cada um esconde segundo os desígnios do próprio desejo e mesmo assim,conducente da universalidade que o gozo e a dor de ser humano hodiernamente traz.A lírica feminina que,mesmo com a intangível delicadeza da Lírica de todos os tempos,traduz os dilemas da humanidade neste milênio,pela dicção de uma mulher.Subvertendo espaços de dicção e dramas existenciais antes possíveis apenas para lugares pré-determinados de enunciação:lírica masculina,discursividade de gênero feminino,guetos culturais....a lírica contemporânea é um universo de diversidade acoplada em um sujeito fragmentado em vários outros.Sujeito este multifacetado por várias alteridades,transitando entre ser único como linguagem irredutível,auto-referencial no sentido mesmo do formalismo e estilhaçado como sujeito de múltiplas enunciações.Assim entro na Lírica de Clevane,jovem poetisa atuando em Belo Horizonte há alguns anos.Cônsul de Poetas del mundo,Ativista da Paz,Psicóloga,Poetisa,Mulher,Mãe:

A Ponte (*****)



Ponte espelhadareflexosO Outro e o EuTransvergentesTransmutantesTransmudadosPlena Travessia TransversiaTransversiaVer Só PoesiaVerso/poesiaDois côncavosduas curvascada pedaçoao outro pedaçoUm só cor/açãoem uníssonoA cora pontea travessiao Outroo Euo espelhode duas faces(Clevane Pessoa )

Pensemos nesta poesia ponte como a operação dialética que coloca em crise a dimensão narcísica da ética hegemônica.Pensemos num sujeito em crise,em ambígua suspensão de certezas,instável.No momento da travessia incorpora à sua condição de sujeito,um outro,vários outros também sujeitos.Fala como mulher sendo homem,como criança sendo adulto,como indígena sendo branco europeu .Panteísmo pós moderno de múltiplas faces,de múltiplas enunciações do gozo e da dor,do sublime e do grotesco,da ordem e do caos...Entendo que a Lírica contemporânea traduz este cisma que rompe com o abismo entre o sujeito e o outro sujeito quebrantando este maniqueismo da dialética binária que conhecemos até hoje.Vejamos Bhabha:"... as duas formas de identificação associadas com o imaginário- o narcisismo e a agressividade são precisamente essas duas formas de identificação que constituem a estratégia dominante do poder colonial exercida em relação ao estereótipo que,como uma forma de crença múltipla e contraditória,reconhece a diferença e simultaneamente recusa ou mascara como a fase do espelho,a completude"do estereótipo-sua imagem enquanto identidade-está sempre ameaçada pela"falta"(Bhabha,data,pág:112)
Se a diáspora pós colonial colocou em crise uma lírica que espelhava o tradicional de um discurso religioso(santinhas martirizadas em Cecília Meireles,a palidez da morte em Henriqueta Lisboa,em lugar do desejo) em Clevane,como em algumas poetisas líricas deste século vemos o agasalhamento do orgiástico,desta outridade que vem como grito de vida .Aqui não há o mascaramento ou a recusa deste outro,seja através do rito sacrificial da morte heróica(santinhas cristãs) ou simbólica-o índio cavalhereisco de José de Alencar.

Vejamos mais:

Perplexidades

Clevane Pessoa

O poeta partiu o pomo da Paz
e sentiu o gosto de sangue
ao provar a polpa
Porque precisam
de sangrentas guerras
conflitos e contendas
para pacificar o mundo?
Porque a geração do futuro
É mandada a combate
Ou se o jovem voltar inteiro
tem a mente fragmentada?
Para que guerrear?

><
"A menudo"(título do poema que vem a seguir, na coletânea de referência).
(Clevane Pessoa) (...)

><
Aqui a fragmentação como recusa,mascaramento do outro,anulado como existência e presentificado como sangue,reafirma a modernidade desta lírica inscrevendo a alteridade como possibilidade orgiástica,eros,em confrontação com thanatos,poder perene de força civilizatória,permanência.Como psicóloga que é, supera a vocação intelectual para a sublimação trágica e plana docemente no convite de Marcuse:Eros e Civilização ,sempre.Pensemos em Benjamin.
"Os gregos foram obrigados,pelo estágio de sua técnica,a produzir valores eternos"
(Benjamin,data,pág:175)
Vejamos o acerto possível desta ironia.Não podemos,a não ser por um conceito de eternidade,alcançar a consecução de permanência em termos de arte,se não tivermos a possibilidade hodierna de reproduzir tecnicamente uma obra.Mas um conceito de eternidade pressupõe a perpetuação do mesmo.Eternos a que preço ó Deus? Se a instabilidade em que nos situa o conflito coloca nossas identidades em trânsito,em agônica percepção desta falta que nos faz entrever a plenitude como devir,onde se inscreve uma possível lírica nos dias de hoje?Talvez neste espaço heróico de denegação do crime contra a vida em nome da vida.Na afirmação categórica deste Eros que era negado às nossas avós para toda a transcendência lírica de uma Cecília,ou para os afetos delicados de Safo,isolada do mundo dentro de uma escola.
Vejamos mais:

CRETA(******)
ClevanePessoa.

Decifro-te
mensagem secreta
e invisível em minha pele
escrita com ácido limão
Ardente o sol cáustico
do preconceito
conheço-te os signos
e signais
codificados.
Alpha e Aleph,
dragão com asas de cristais
e flor de fogo
Decifro-me
depois de tecer-te
no tear das fadas
depois de devorar-te,
arte dos deuses
Decifro-te após devorar-me
tecer-me
abastecer-me
com novelos de Ariadne
e noe encontrarmos no labirinto
para vencer o Minotauro"

Doce vertigem para além da "teia iluminadora da razão",como diria Ruth Silviano Brandão ,a respeito da clareza pré socrática de Heráclito,invertor de logus,invenção de homens.Aqui o que é menos claro é este sol cáustico e instrumento de sombra,conceito pré-estabelecido Aqui,o segredo é desvendaddo como subversão,como denúncia de estigma desvendado no altar dos Deuses no momento mesmo da devoração.Desmascaramento do poder devastador,ácido,que a secreta mensagem do discurso oficial traz.Vencer o Minotauro atravessando os enigmas que os labirintos de um poder iniciático representam quando este poder se enuncia de um discurso hegemônico Creta revisitada . Bem,esta possibilidade lírica que traduz a trágica fragmentação do sujeito hodierno neste sério convite ao apelo de Eros como história,estóica superação da dor diante da trágica realidade das doenças contemporâneas,do 11 de Setembro,se me afigura uma imponderável,indizível possibilidade de lírica moderna,compreendida como imersão no abismo de possibilidades que o heroísmo traz diante da ancestral repetição de um mesmo modelo de história que renova o arcaico de formas múltiplas.Vamos supor que o poeta contemporâneo seja como o etnógrafo que se perde em busca deste outro que o assedia a tal ponto de não perceber que não alcançou visibilidade.E que a delicadeza poética desta viagem se perca por uma questão de linguagem . Vejamos Strauss:
" O riso trágico que espreita sempre o etnógrafo,lançado neste empreendimento de identificação,é o de ser vítima de um mal-entendido;quer dizer qua a apreensão subjetiva que ela alcançou não apresenta nenhum ponto comum com a do indigena,a não ser a sua própria subjetividade"(Strauss,data,pág:168)
Este lugar do outro,espaço de auteridade circunscrito apenas ao sujeito que o ocupa,invadido por uma possibilidade de linguagem que faz da poesia a sua hipótese,arrisca-se a se inscrever nesta modernidade como risco trágico e comovente de uma possibilidade duradoura,perene."
(...)
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(*) Helenice Maria ´Reis Rocha, conforme conta, na mesma antologia que cito, estudou música dos sete aos vinte e oito anos e teve como Mestres, além do pai , o apurado músico mineiro Aluisio Rocha, que tocava Harmônica de Boca (gaita) e fez sua iniciação e provocação musical contínua , também músico, Nelson Piló e Walter Alves- o primeiro , assistente de Villa Lobos e Radamés Gnatalli.
Na UFMG, onde graduou-se em Letras, apresentou como a dissertação de Mestrado , " Sinais de Oralidade:a trasnfiguração da Voz em Cobra Norato"(**).Em Congressos, apresentou vários trabalhos, inclusive "Os Arquétipos femininos na Poesia de Ana Miranda".
Recentemente, integrou a antologia "Nós da poesia", que foi lançada na XIV Bienal do livro (Rio de Janeiro), pela Editora All Printe, selo IMEL (***) .

(***)Instituto Imersão Latina-Organização de Brenda Mars(****).
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De Helenice Reis Rocha, também Embaixadora da Paz, pelo CERCLE de Les Ambassadeurs de la Paix-Genebra, Suiça.:

(**) Conhecido livro de Raul Bopp.

(****)Brenda Mars:Brenda Marques Pena , jornalista , autora de Poesia Sonora.
(*****)A Ponte não faz parte da coletânea cita acima.O poeta Marco Llobus fez com ele um poster, que distribuí a amigos.
(******)Creta,meu poema que saiu em outras antologias, inclusive em uma da ALBA e está em diversos sites e blogs.
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Um dos poemas de Helenice Reis Rocha:
ANJO,MEU LINDO ANJO

Helenice Rocha

Miguel,meu anjo lindo
me ensina a tua peleja
aqui atrás destes montes,já se foram os pastores
já não fazem romaria,os pastores desta aldeia
seu coração é abrigo de todas estas marias
se as antigas sesmarias temem a sua espada
eu quero só o consolo de pelejar junto a ti
multiplicando as sementes que jogas nestes jardins
não sei onde estão os pastores,já não fazem romaria
conheço apenas as mágoas que tornam meu canto tão só

conheço apenas as dores que alimentam minha voz
vem aqui,meu anjo lindo.toma café comigo
se te serve de consolo,lembrarei sempre de ti
quando os pastos destes ermos me fizerem avó
lembrarei sempre de ti
a ensinar as meninas a trabalhar a poeira
a tirar a do barro o cantil
para guardar esta água que me batiza o silêncio
quando não falas comigo
se permitires morro jovem empunhando junto de ti
as armas da tua peleja
quando ainda jovem em flor
salvastes tantas vidas
só por causa deste amor de anjo
esta mariazinha entendeu o que é amor"

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domingo, 20 de maio de 2012

Meu primeiro troféu literário

O poeta e prosador, jornalista e advogado  Prof. no Curso de Jornalismo da UFJF , José Carlos de Lery Guimarães, tinha um programa, na Rádio Industrial de Juiz de Fora, chamado Contraponto.Dono de poderosa voz, começava às dezoito em ponto, com música soul.Falava de cultura, em especial de Poesia e eu todos os dias, o ouvia .Numa noite, lançou um concurso  de crônicas , com três temas:Operária, Satélite e um outro do qual não me recordo neste momento.
Sempre gostei de fugir ao comum, então, para esse segundo, falei de pessoas que ficam orbitando em torno de outras-ou mais sábias , ou mais poderosas.Para o primeiro, falei da mãe e seu labor, naquela época em que tantas, eram donas de casa.
Mandei e fiquei aguardando.Passei uns dias sem ouvir rádio.Um dia, a vizinha  de frente - uma jovem esposa e mãe com quem eu trocava livros-éramos vorazes leitoras- atravessou a rua chamando-me  :-Clevane,o Zé Carlos está chamando seu nome, você "tirou o primeiro lugar"...
Eu senti o mesmo contentamento que sinto até hoje, quando sou bem classificada.Algo de criança que ganha um belo-ou o primeiro pedaço de um bolo de aniversário- acho que não sou vaidosa, porque era precoce e sempre me elogiavam, desde menina,  o que me deixava mais intimidade que orgulhosa. Minhas redações  ou iam para os cadernos de honra, ou eram colocados nas árvores dos pátios dos colégios.
Contente, mas sem coragem para dar-me a conhecer, eu ia protelando o telefonema para a rádio e ele todos os dias, chamava-me: "Senhor Clevane, estamos esperando que se apresente, para marcarmos a entrega do troféu".Este, tinha o nome de Dormevilly Nóbrega, um grande poeta e memorialista em Juiz de Fora.Lá em cima, apresento-o tal como está , depois de tanto mudar pelos brasis:falta a ala direita, e, no medalhão, ao lado da tocha, falta um pequeno camafeu de prata que, creio, tinha a data.
Minha mãe começou a pressionar-me.Papai achava muito divertido acharem que eu era um "Senhor Clevane", mas acabei indo à Livraria onde aconteceria a entrega, e onde o programa aconteceria através de um telefone.
Quando chamaram meu nome, eu , de sapatos altos, vestido tubinho vermelho de "coco ralado", uma espécie de linhão em moda então, levantei-me e as pernas dobraram, quais as de uma girafinha recém-nata.Mas aprumei-me e ao pegar o microfone, fiz graça:-"Quando me chamaram , quase caí do sapato".A risada geral-comigo e não de mim, tirou-me para sempre qualquer temor de microfones...
Em 2010, fui a Juiz de Fora onde recebi a Medalha Tiradentes da FALASP e lá estava marilda ladeira, escritora que merecera o terceiro lugar.O segundo fora de Cleonice Rainho.Ambos honrosos, pois haviam conorrido, ao que eu soube, trezentos e setenta crônicas.E eu, era uma jovem normalista, ensaiando careira literária.mas iso deu-me forças para procurar os jornais da cidade e começar  a escrever como profissão.Em plenos ambos de Chumbo...

Clevane Pessoa

Escrevendo no Jornal Shamballa





Essa fala de Henfil, publicada no Shamballa, parece-me que tem tudo a ver com o que relato e comennto...



























Um dia fui chamada ao CRP de Bh onde morava, onde devia explicar-me:porque dizia que fazia "Investigação Dinâmica do Inconsciente", em meu anúncio e porque escrevia  sobre tais assuntos no Jornal Shamballa.Uma colega contou-me que também fora chamada porque em seu anúncio constava  assuntos ligados à  Nutrição ligados á psicologia.
Ora, o ser humano é um ser multifacetário.No mínimo, duplo em si mesmo- qual o vê, por exemplo, a Medicina dialógica do Dr Herza, médico suiço .
Eu sabia que o jornal em questão era abominado pela Psicologia tradicional por abraçar práticas orientais , eso e exoterismo...Assuntos que vão desde a mitologia dos povos à espiritualidade filtrada em todas as religiões , fascinam-me.estudo desde pequenina, tenho mais de quatro mil livros, todos lidos, alguns relidos-fora os que não tenho em minha casa.Como negar a importância da cromatoterapia?A mesma Medicina que abominava a acupuntura, através do "Ato Médico", passou a reivindicar a prática para si.Semrpe trabalhei com  médicos, sempre valorizei isso e fui capaz de encaminhar pacientes a um neurologista, um psiquiatra ou quaisquer outras especialidades que pudesse ajudar ao ser em sofrimento ou deficits a suprir sua necessidades e melhorar sua qualidade de vida.Sempre trabalhei a prevenção da saúde  e acredito, quais os africanos que sinônimo de saúde é "bem estar"...
Perguntei às jovens que me inquiriam, se sabiam o que era investigação, dinâmica e inconsciente.Claro.Conheciam Zaldo Rocha, de Recife, que tem uma  ótimo livro sobre terapia com crianças?Sim...Não...haviam lido algo sobre regressões a estados anteriores de vida? Sobre se herdar memória de antepassados?Contei-lhes alguns casos clínicos exitosos e bem claros.E voltei, perplexa, para o consultório, mas continuei a escrever no Shamballa.É esse jornal aí acima.Nele, minha POIESIS entretecia-se à espiritualidade, essa à Psicologia em si, e minha Profissão a tudo que existe nesse Planeta desde seus primórdios depois que o homem, ser pensante, resolveu contribuir com suas experiências, saberes, tentativas de acerto erro, com ou sem a escrita, às vezes por mera tradição oral, para o "Bem estar" das pessoas -infelizmente, a Medicina hoje é fragmentada  (o dermatologista, o angiologista, o otorrinolaringologista, o ortopedista, enfim , casa especialidade deveria sim , existir, mas o médico, saber tudo que pudesse sobre as demais.Há muitos erros de  diagnóstico por causa disso, muita interação medicamentosa indevida, porque cada qual quer saber apenas de sua área.Claro, sabemos das muito especificas, qual a dos oncologistas, geriatras, pediatras, hebiatras,ainda assim...) - exceto no caso da antroposofia de Rudolf  Sterner, que além de notável educador, era esoterista , artista , filósofo impactuante.E que além disso, interessava-se por tudo que estivesse a seu alcance: arte, literatura, ciência, arquitetura, matemática, religião , medicina e mesmo agricultura, como fonte de saúde .
Bem sempre fui livre pensadora, sempre respeitei saberes antigos e novos, gosto mais de somar e multiplicar saberes .Por isso, adorei estar no Shamballa, que deixava para leitura em minha sala de espera, emprestava ou doava a quem queria.


Posse na ALTO-Academia de Letras de Teófilo Otoni-na qual sou acadêmica correspondente